| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Galliformes |
| Família: | Cracidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | O. motmot |
O aracuã-pequeno é um ave galliforme da família Cracidae. É nativa do norte da América do Sul. Também conhecida como aracuã-de-cabeça-vermelha.
Seu nome científico significa : do (grego) ortalis = galinha; e do (asteca) motmot = faisão da Guiana. Segundo Seba(1735) este nome foi mal aplicado pelos colonizadores e foi perpetuado quando Linaeus deu este nome ao aracuã-pequeno ⇒ Faisão da Guiana ou galinha faisão da Guiana.
Mede entre 45 e 53 centímetros de comprimento, e pesa entre 380 a 620 gramas de peso.
Vive normalmente em árvores. A plumagem é castanho avermelhada no dorso. Pele enegrecida e nua na face, com olhos e bicos também enegrecidos, possui cabeça castanha, papada vermelha, asas marrons e pernas avermelhadas.
Vocaliza em duetos monótonos; áspero “guachaco, guachaco”. “Sha-sha-lá”. Tem o hábito de cantar em duetos ao alvorecer e o entardecer, na época nupcial quando o casal fica postado lado a lado no poleiro e é imediatamente respondido por outro casal ou bando distante.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Alimenta-se de frutas e bagos encontrados no solo da floresta. Procura frutos e sementes aos pares ou em pequenos grupos, espojando-se em areias e tomando banhos de sol em áreas abertas.
Formam casais entre outubro e novembro, construindo o ninho de ramos, a cerca de 2 metros de altura. Chegou a estar ameaçada pela caça excessiva, no entanto hoje em dia sua população vem aumentando. No Suriname foi observado um ninho dessa espécie que se localizava nas proximidades de um vespeiro, talvez como proteção contra predadores. Nele havia três ovos de cor creme rosado.
Não se encontra normalmente em florestas densas, preferindo clareiras, pequenos bosques com vegetação espessa, matas riparias ao longo dos rios, charrascais, borda de mata seca, solos arenosos, matas abertas e capões.
Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Venezuela e extremo nordeste da Colômbia. No Brasil, até o sul do Rio Amazonas.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: